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- Portas abertas para o encontro da imanência com a transcendência do ser, representado pelo ícone da cruz.
* Puertas abiertas para el encuentro de la imanencia con la trascendencia del Ser, representado por el ícono de la Cruz.
-Acolhida ao saber do outro com raízes bem nutridas no chão da formação de cada um.
*Acogida al saber del otro con raices bien nutridas en el suelo de la formación de cada uno.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Os sete passos - Segunda Parte


Amados Irmãos, felicito-os pela graça de reconhecê-los como valorosos e genuínos construtores do Reino dos Céus aqui e agora na Terra. Continuemos no caminho da Luz.

Como sabemos a iniciação maçônica é um convite à morte do homem velho para propiciar o nascimento do homem novo. Todavia este homem novo já existe no próprio candidato, de modo que lhe é recomendado o desbastamento da pedra bruta. Isto é, o controle dos desejos do ego de modo a permitir a audição do Ser que no obreiro já habitava, mas que não era suficientemente ouvido. Descreve-se em termos maçônicos esta recomendação pela expressão: “construir templos à virtude e masmorras ao vício”. Isto é equivalente ao adágio: “morre e torna-te o que és”.

Na tradição maçônica este tornasse “o que és” é precedido pela experiência do numinoso que a iniciação maçônica busca propiciar. Neste processo renovador: “O que morre são as formas cristalizadas da existência, associadas à consciência do ego que resiste ao devir do Self. A experiência do numinoso que não chega a colocar em causa a forma habitual de determinada existência corre o sério risco de ser apenas uma ilusão ou o que, algures, já foi designado por materialismo espiritual; o que tinha como função conduzir-nos para além do ego acaba sendo controlado por este e provoca mais inflação do que libertação”. Assim nos alerta o Mestre Leloup.

Como dizemos inicialmente, para o desenvolvimento desta consciência e de uma conduta em conformidade, a Ordem Maçônica prescreve a iniciação mediante sete passos.
Segundo passo: A mudança de vida
Temos observado que após a sessão magna de iniciação ao grau de Aprendiz Maçom dois comportamentos típicos e reveladores do que se passou em cada candidato à iniciação. Euforia e apatia. O obreiro que se apresenta eufórico busca a luz da sabedoria e se faz construtor do templo interior. Mesmo que a experiência tenha lhe despertado um sentimento de medo. Já o que não vivenciou a experiência do numinoso, mas apenas participou de uma sessão ritualística, pode até apresentar um olhar curioso, mas sem entusiasmo. Logo começa a encontrar motivos para não se fazer presente as sessões seguintes da loja. Neste não haverá o segundo passo.
O segundo passo consiste na aplicação do método maçônico do simbolismo dos instrumentos utilizados na lapidação da pedra bruta (o obreiro) visando transformá-la na pedra polida. Método semelhante ao utilizado pelos alquimistas na transformação do metal comum em um metal precioso. Nesta etapa, é necessário que ocorra uma efetiva mudança na vida do aprendiz maçom e que se faça um eficiente acompanhamento por parte de um mestre maçom de autoridade que não derive do cargo que ocupa, mas da forma sábia como se comporta na vida.
Embora a iluminação resultante do processo iniciático seja pessoal, não se chega facilmente a ela sozinho.  A iluminação é de fato “um caminho e este caminho não é simples, nem é fácil”. É nesta compreensão que a nossa augusta oficina promove sessões semanais, portanto, tendo como objetivo auxiliar os nossos obreiros ao longo deste difícil caminho.
A função do mestre maçom é, por um lado, tranqüilizar sobre o que aconteceu ao candidato e fornecer diferentes meios, exercícios e práticas que vão permitir retomar o contato com a experiência do numinoso e integrá-la a sua existência cotidiana. A integração é essencial “porque podemos ter tido experiências maravilhosas e magníficas, mas, concretamente, em que elas mudaram as nossas vidas? O que mudou em nossa vida quotidiana?”
E o sinal de que a experiência do numinoso realmente aconteceu é que o obreiro não pode mais viver da mesma maneira que antes – indiferente ao ser e voltado para posses. Verificamos que ele: i) procura se esclarecer sobre o ocorrido, ouvindo os mais antigos e/ou lendo as fontes referenciais; ii) desenvolve a compreensão de que o rito é importante, mas não é o essencial - inclusive porque muda com o tempo; iii) busca um real discernimento do que ocorre em uma loja aberta - caso contrário, arrisca-se a ficar na inflação do ego, preso as regras e cobrando dos outros o cumprimento do secundário.
Amados, a Ordem Maçônica é a nossa casa, nosso sonho de paz e justiça. O amor do Grande Arquiteto do Universo esteja presente no coração de todos nós.
O Maçom Adonhiramita olha para o céu estrelar e contempla a estrela que o coloca a caminho do Reino dos Céus aqui e agora na terra.
Melquisedec, ao vale do Mirante, 03 de Janeiro de 2012 da Revelação do Cristo.

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