Seja bem vindo a abertura ao diálogo - Sea Bienvenido a Abertura al Diálogo

Portas abertas para o encontro da imanência com a transcendência do ser,

representado pelo ícone da cruz.

Puertas abiertas para el encuentro de la imanencia con la trascendencia del Ser,

representado por el ícono de la Cruz.
Acolhi
d
a ao saber do outro com raízes bem nutridas no chão da formação de cada um.

Acogida al saber del otro con raices bien nutridas en el suelo de la formación de cada uno.

Acolhida / Acogida:

"Cadeira vazia diante do mar...

"Silla vacía delante del mar...

O grande rio das ondas banha-lhe os pés...

El gran río de olas bañándole los piés...

Cadeira vazia: capaz de tudo ouvir, de tudo acolher.

Silla vacía: capáz de todo oir, de todo acoger.

Como cadeira vazia, esperar aquele que vem trazido pelas águas...

Como silla vacía, espera aquel que viene traido por las aguas...

Ser árvore, cadeira, aquela que acolhe o vento...."

Ser árbol, silla, aquella que acoge el viento..."

Extrato do livro de Jean-Yves Leloup: A sabedoria do Salgueiro.

Extracto del libro de Jean-Yves Leloup: La Sabiduría del Salguero.


Quem sou eu - Quien soy yo

As Colunas da Força e da Beleza

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Postado por Hiran de Melo 0 comentários

As Colunas da Força e da Beleza

Desejar para o outro que tenha tudo de bom, aprendi com um velho e amado mestre. Depois reaprendi com a vida o valor da beleza. De modo que desejo a você os dois.

- Tudo de bom e belo.

Reaprendi porque conheci o valor da beleza nos meus primeiros passos e respiros. Todavia, com o tempo vem o valor da força. E possuir esta é o que passa a interessar.

Parece brincadeira, mas não é. Depois de alguns anos de vida social vem a inversão dos valores. Ser belo não mais importa. Ter força é o que conta. O fato é que com a posse da força vêm as conquistas. E alguém pode colher a flor que não cultivou.

Falo em poder, não falo no dever. Este se situa no domínio da beleza. Só quem cultiva a beleza valoriza e acolhe o dever como bem maior. Para quem cultiva a beleza a motivação é expressa como: “devo e desejo fazer isso” ou “devo com a alegria servir ao público”.

Vejo nascer o desejo de apresentar o belo no seu devido lugar. Vejo-me escolhendo novas roupas e novos perfumes. Faz-se necessário tornar a visão do outro mais agradável. Respirar um ar com gostosos aromas.

O Templo da Tradição possui um portal constituído de duas colunas, a da Força e a da Beleza. Para indicar aos neófitos e alertar aos antigos, desde a entrada no Templo, a necessidade da existência de equilíbrio entre o Ser e o Ter. A posse de um bem material, de uma posição social, ou mesmo de um conhecimento, não pode levar ao aprisionamento do sujeito que possui o objeto. Este é o alerta e a passagem para o mundo sagrado, que busca ser justo e perfeito.

Vivemos um tempo em que a cada dia construímos a Universidade Federal de Campina Grande. Acolhendo o que de bom os mais antigos ofertaram e o que de belo a juventude apresenta ao altar do servir ao próximo como a si mesmo.

Ter tudo de bom e Ser tudo de belo. É o que desejo para você no dia em que se celebra o nascimento de Jesus e em todos os dias da sua vida. Jesus que com sua vida e ressurreição nos mostrou que o Cristo, o Desperto, vive no interior de cada um de nós.

Hiran de Melo, Campina Grande, 17 de dezembro de 2009 da Revelação do Cristo.
As Colunas da Força e da Beleza

Desejar para o outro que tenha tudo de bom, aprendi com um velho e amado mestre. Depois reaprendi com a vida o valor da beleza. De modo que desejo a você os dois.

- Tudo de bom e belo.

Reaprendi porque conheci o valor da beleza nos meus primeiros passos e respiros. Todavia, com o tempo vem o valor da força. E possuir esta é o que passa a interessar.

Parece brincadeira, mas não é. Depois de alguns anos de vida social vem a inversão dos valores. Ser belo não mais importa. Ter força é o que conta. O fato é que com a posse da força vêm as conquistas. E alguém pode colher a flor que não cultivou.

Falo em poder, não falo no dever. Este se situa no domínio da beleza. Só quem cultiva a beleza valoriza e acolhe o dever como bem maior. Para quem cultiva a beleza a motivação é expressa como: “devo e desejo fazer isso” ou “devo com a alegria servir ao público”.

Vejo nascer o desejo de apresentar o belo no seu devido lugar. Vejo-me escolhendo novas roupas e novos perfumes. Faz-se necessário tornar a visão do outro mais agradável. Respirar um ar com gostosos aromas.

O Templo da Tradição possui um portal constituído de duas colunas, a da Força e a da Beleza. Para indicar aos neófitos e alertar aos antigos, desde a entrada no Templo, a necessidade da existência de equilíbrio entre o Ser e o Ter. A posse de um bem material, de uma posição social, ou mesmo de um conhecimento, não pode levar ao aprisionamento do sujeito que possui o objeto. Este é o alerta e a passagem para o mundo sagrado, que busca ser justo e perfeito.

Vivemos um tempo em que a cada dia construímos a Universidade Federal de Campina Grande. Acolhendo o que de bom os mais antigos ofertaram e o que de belo a juventude apresenta ao altar do servir ao próximo como a si mesmo.

Ter tudo de bom e Ser tudo de belo. É o que desejo para você no dia em que se celebra o nascimento de Jesus e em todos os dias da sua vida. Jesus que com sua vida e ressurreição nos mostrou que o Cristo, o Desperto, vive no interior de cada um de nós.

Hiran de Melo, Campina Grande, 23 de dezembro de 2009 da Revelação do Cristo.

O Dia de Desejar o Bem - El Día de Desear el Bien

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Postado por Hiran de Melo 0 comentários

Estamos entrando na época em que desejar o Bem para todos é um dever. Como tal, faço com a maior alegria. Nada há de melhor do que possuir as condições para cumprir com os nossos deveres. E neste caso todos nós temos estas condições.

Estamos entrando en la época en que desear el Bien a todos es un deber. Como tal, lo hago con la mayor alegría. No hay nada mejor que tener las condiciones para cumplir con nuestros deberes. Y en ese caso, todos nosotros tenemos esas condiciones.

Desejar o Bem para o outro é tão simples como respirar. E deveria ser tão natural quanto. Assim como respiramos todas as horas, poderíamos de igual modo desejar ao outro tudo de bom e belo.

Desear el Bien al otro es tan simple como respirar. Y debería ser de lo más natural. Así como respiramos, a todas las horas, podríamos de igual manera desear al otro todo lo bueno y bello.

Um velho amigo e conselheiro repete sempre que nos encontramos as mesmas sábias palavras:

Un viejo amigo y consejero repite siempre que nos encontramos las mismas y sabias palabras:

- Agradeça, abençoe o caminho.
- Agradezca, bendiga el camino.

Todo deserto leva a um oásis. Podemos atravessá-lo fechado em nossa raiva pelo obstáculo que ele causa aos nossos propósitos de chegar ao oásis. Mas, podemos simplesmente abençoá-lo por ele ser o caminho. E neste caso talvez a travessia fique mais simples. Lembremos que Jesus atravessou o deserto, e não foi este o tentador, mas a possibilidade da escolha de outro caminho.

Todo desierto lleva a un oasis. Podemos atravesarlo cerrados en nuestra rabia por el obstáculo que él causa a nuestros propósitos de llegar al oasis. Pero, podemos simplemente bendecirlo por él ser el camino. Y en este caso, tal vez la travesía sea más simple. Recordemos que Jesús atravesó el desierto, y no fue éste tentador, ante la posibilidad de elección a otro camino.

Não ofereço certezas. Desejar todos os dias e todas as horas o melhor para todos pode levar a cruz, como aconteceu com o profeta Jesus. Talvez seja por isso que muitos se reservam o direito de, apenas, desejar nesta época natalina, no Dia de Desejar o Bem.

No ofrezco certezas, Desear todos los días y a todas las horas lo mejor para todos, puede llevar a la cruz, como sucedió con el profeta Jesús. Tal vez sea por eso que muchos se reservan el derecho de, nada más, desear en esta época navideña, el Día de Desear el Bien.

- Quem quer carregar a cruz?
- Quién quiere cargar la cruz?

A imagem de um menino inocente e inofensivo - acolhido em um espaço reservado aos animais domésticos – como um ícone de um Deus Irmão e Salvador de todos nós, é sem dúvida acalentadora para nós que nascemos sob os auspícios da ideologia cristã. Alguém levará a cruz.

La imagen de un niño inocente e inofensivo - acogido en un espacio reservado a los animales domésticos - como un ícono de un Dios Hermano y Salvador de todos, es sin duda alentador para nosotros que nacemos sobre los auspicios de la ideología cristiana. Alguien llevará la cruz.

Assim não nos resta dizer nada mais do que:
Así no nos resta decir nada más de lo que:

- Louvado seja o Grande Arquiteto do Universo, o Deus Altíssimo evocado por Francisco de Assis e por todos os demais profetas, sobre todas as coisas.

- Alabado sea el Gran Arquitecto del Universo, el Dios Altísimo evocado por Francisco de Asís y por todos los demás profetas, sobre todas las cosas.

- Para sempre seja louvado.
- Por siempre sea alabado.

Um triplo e fraternal abraço hoje e sempre.
Un triple y fraternal abrazo hoy y siempre

Melquisedec, Vale do Mirante, 21 de Dezembro de 2009 da Revelação do Cristo.

Melquisedec, Valle del Mirante, 21 de Diciembre de 2009 de La Revelación de Cristo

Traducción libre al español: María Consuelo

Palavrão - Palabrota

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Postado por Hiran de Melo 0 comentários

Hoje é tão comum ouvisse palavrão. Em qualquer lugar, em qualquer hora, de qualquer pessoa. Uns simples outros cabeludos. Mas, isto não foi sempre assim. Ao contrário, há poucos anos atrás pronunciar ou escrever um palavrão conduzia a penas terríveis. O falante receberia do seu pai ou da sua mãe, ou mesmo da professora, uma grande surra.

Hoy es tan común oír palabrotas. En cualquier lugar, a cualquier hora, de cualquier persona. Unas simples otras peliagudas. Pero, esto no fue siempre así. Al contrario, hace pocos años atrás pronunciar o escribir una palabrota conducía a penas terribles. El hablante recibiría de su padre o de su madre, o mismo de un profesor una gran paliza.

E nem adiantava chorar ou mesmo berrar alto. Ninguém acudia. Era merecedor e deveria pagar caro pelo débito do desrespeito aos bons costumes. Esta regra valia para todos, menos para Baixinha.

Y no valía llorar o gritar alto. Nadie acudía. Era merecedor y debía pagar caro por el cargo del irrespeto a las buenas costumbres. Esta regla valía para todos menos para Baixiña.

Baixinha era a esposa, companheira, cúmplice, amante, amada de Damião. Este um chapeado. Assim era chamado o profissional que carregava e descarregava um caminhão com sacos de 60 Kg de feijão, farinha, algodão, cimento, etc.

Baixiña era la esposa, compañera, cómplice, amante, amada de Damián. Este era un chapeado. Así era llamado el profesional que cargaba y descargaba un camión con sacos de 60 Kg. de frijoles, harina, algodón, cemento, etc.


Damião era um senhor chapeado. Tão forte que diziam que ele não dava moleza, carregava dois sacos de cada vez. Embora não fosse alto. Mas, era extremamente forte, parrudo.

Damián era un señor chapeado. Tan fuerte que decían que él no daba blandura, cargaba dos sacos a la vez. Aunque no fuese alto. Pero era extremadamente fuerte, gran hombre.

Sábado à tarde era o dia de Damião voltar da feira. A semana inteira de trabalho duro era compensada com uma cachaça boa e grande. Damião caminhava abraçado a Baixinha. Sem ela não poderia dá um passo à frente.

Sábado por la tarde era el día de Damián. La semana entera de duro trabajo era compensada con un buen aguardiente y grande. Damián caminaba abrazado a Baixiña. Sin ella no podría dar un paso al frente.

Com uma mão Baixinha amparava Damião, com a outra leva uma cesta contendo os mantimentos. Isto foi assim até que a idade exigiu outra providência. Baixinha trazia Damião dentro de uma carroça em que ela era a tração. Carroça semelhante a que hoje, ainda, é utilizada na construção civil.

Con una mano, Baixiña ayudaba a Damián, con la otra llevaba una cesta conteniendo los víveres. Esto fué así hasta que la edad exigió otra providencia. Baixiña traía a Damián dentro de una carroza en la que ella era una tracción delantera. Carroza semejante a la que hoy, aún es utilizada en la construcción civil.

À tarde de todos os sábados as portas dos bares, farmácias, lanchonetes, padarias, e demais, ficavam repletas de gozadores implícitos e explícitos.

En la tarde de todos los sábados, las puertas de los bares, farmacias, cafeterías, panaderías y demás, estaban repletas de gozadores implícitos y explícitos.


Lá, no começo da Rua Campos Sales, vinha o casal famoso.

Allá, en el comienzo de la Calle Campos Sales, venía la famosa pareja.

Alguém escondido detrás de uma porta gritava:

Alguien escondido detrás de una puerta gritaba:

- Baixinha! Cadê Damião?

- Baixiña! Dónde está Damián?


Era a senha. Não se sabe por que ela abria o “verbo” e tome palavrão.

Era la seña. No se sabe por qué ella abría el "verbo" y expresaba palabrotas.


- Seu filho da puta. Seu lascado.

- Hijo de puta. Del carajo


E muitos outros que por cautela não irei registrar aqui. Ainda lembro-me, na carne, da surra que levei da minha mãe por pronunciar um bem menor.

Y muchas otras que por cautela no registraré aquí. Aún recuerdo, en la carne, de la paliza que llevé de mi madre por pronunciar una bastante menor.

A galera entrava em delírio.

La muchachada entraba en delirio.

Tudo que a cada um era proibido, ali se realizava na boca de Baixinha. Era o grito de liberdade dos reprimidos. Todos amavam a coragem de Baixinha e os seus palavrões.

Todo lo que a cada uno le era prohibido, allí se realizaba en la boca de Baixiña. Era el grito de libertad de los reprimidos. Todos amaban el coraje de Baixiña y sus palabrotas.

Da delegacia do bairro os policiais também se deliciavam as escondidas.

En la delegación del barrio, los policías también se deleitaban a escondidas.

Quando Baixinha se calava por cansaço ou por falta de um novo repertório, outro gaiato gritava.

Cuando Baixiña se callaba por cansancio o por falta de un nuevo repertorio, otro bromista gritaba.


- Baixinha! Cadê Damião?

- Baixiña! Dónde está Damián?

E tudo se repetia. Mas ela não parava para falar. Continuava em marcha, seguia o seu caminho. Damião, nada fazia ou dizia. Estava noutro mundo e se neste estivesse ninguém teria coragem de perguntar por ele. Como não perguntava nos demais dias da semana quando ele passava sereno ao lado de Baixinha.

Y todo se repetía. Pero ella no paraba de hablar. Continuaba en marcha, siguiendo su camino. Damián nada hacía o decía. Estaba en otro mundo y si en este estuviese nadie tendría coraje de preguntar por él. Como no preguntaba en los demás días de la semana cuando él pasaba sereno al lado de Baixiña.

Não tinham filhos, um era a companhia do outro. E Baixinha não era apenas pequena, era magra. Não se sabe da onde ela ia buscar tanta força, nos sábados, para levar Damião para casa e para a cama.

No tenían hijos, uno era la compañía del otro. Y Baixiña no era pequeña, era delgada. No se sabe de donde encontraba tanta fuerza los sábados para llevar a Damián a la casa y a la cama.

Naquele tempo a grande subversão era provocar Baixinha para realizar a liberdade reprimida. Subversão consentida e realizada com dia marcado. No dia de sábado, à tarde, próximo do pôr do sol.

En aquel tiempo la gran subversión era provocar a Baixiña para realizar la libertad reprimida. Subversión consentida y realizada con un día marcado. El día sábado, a la tarde, próximo a la puesta del sol.

Quando o casal desaparecia no final da rua, a normalidade voltava, embora alguns ainda mantivessem um sorriso no rosto. Do rádio ligado vinha o cântico da Ave Maria; da Mesa de Sinuca vinha o som do encontro das bolas a rolar outra vez.

Cuando la pareja desaparecía al final de la calle, la normalidad volvía, aunque algunos aún mantuviesen una sonrisa en el rostro. Del radio encendido venía el cántico del Ave María, de la Mesa de Billar venía el sonido del encuentro de las bolas al rodar otra vez.

Melquisedec, ao Vale do Mirante, 05 de dezembro de 2009 da revelação do Cristo.

Melquisedec, al Valle del Mirante, 05 de diciembre de 2009 la revelación del Cristo.

Traducción libre al español: Ma. Consuelo